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Pluft o Fantasminha - Projeto Teatro dos Sentidos

 
Paula Wenke
Paula Wenke, criadora do Teatro dos Sentidos 

Em Novembro de 2008, a Oficina de Atores de TV e Teatro realizou o espetáculo Pluft O Fantasminha, de Maria Clara Machado, um clássico do teatro infantil brasileiro, dirigido por Paula Wenke (foto à esquerda). O espetáculo ficou em cartaz no Teatro do Instituto Benjamin Constant (Rio de Janeiro), órgão público dedicado a deficientes visuais. Os alunos da Oficina apresentaram a peça de uma forma adaptada para um público de crianças cegas ou com deficiencia visual. Esta adaptação do texto foi feita nos moldes do projeto Teatro dos Sentidos, criado por Paula Wenke, premiada em Paris por este projeto. 

A temporada da montagem de Pluft o Fantasminha foi uma emocionante experiência para os atores e o público, onde crianças com deficiencia visual completa ou parcial "assistiram" o espetáculo através do tato, olfato, audição e paladar. Pela importância social desta produção da Oficina e do projeto de Paula Wenke, o espetáculo recebeu cobertura dos principais jornais do Rio de Janeiro, da Revista Veja, e da TV Globo.

Assista abaixo, a matéria da TV Globo (RJTV) sobre o espetáculo da Oficina de Atores dirigido por Paula Wenke.

FICHA TÉCNICA DO ESPETÁCULO

Criação do Teatro dos Sentidos: Paula Wenke 
Direção: Paula Wenke 
Texto: Maria Clara Machado 
Adaptações: Sandra Castiel e Paula Wenke 

Elenco
Afonso Davel, Beatriz Luiza, Daniel Lopes, Danni Gouvêa, Fernanda Moroso, Gabriela Muller, Geórgia Toledo, Guida Millet, Jasmine Fonteles, Paula Wenke, Roberto Freitas, Rogerio Frajola, Rosana Rodrigues, Sara Sanae e Vinicius Oliveira.

Coro e Ações de Provocação dos Sentidos
Almir Gomes, Berenice Moreno, Christopher Rodrigues, Fernanda Moroso, Francine Fonteles, Ivy Lima, Karina Monteza, Magno Montreal, Milene Cintra, Rosana Rodrigues, Vicente de Assis, Vanessa Fortes, Vinícius Borovoy e Uelington Gomes. 


Gerência de Produção: 
Daniel Lopes 

Produtoras assistentes: 
Sara Sanae e Guida Millet 

Edição de som: 
Paula Wenke e 
Vinicius Oliveira 

Operação de Som: 
Roberto Freitas 

Sonoplastia: 
Christopher Rodrigues e 
Francine Fonteles 

Desenho: Gito

Arte: 
Matheus Barros 

Assessoria de Imprensa:

(primeira fase)
Viviane Temperine
(segunda fase)
Equipe Benjamim Constant:
Valente Neto, Eduardo Martins, Flavia Vieira e Maria Laura Machado.

Realização: Vitavision Audiovisual e Instituto Benjamin Constant


Agradecimentos: Maria Ilse Wenke; Arthur Castilho; Fátima Gusmão;Thiago Cantarelli; Rodrigo Madeira; Roberto Carelli; Matheus Barros; Débora; Ana Fátima, Kleiton, e Glória (do Instituto Benjamin Constant); Sara Cristina e João Paulo Machado (do Espaço Versátil Ópera Brasil); João Luiz de Souza; Nathan Carvalho; Rafael Cruz; Veronica Mudlej; Marlene Gouveia. Coordenadoria de comunicação e marketing intitucional do IBC, Rede Globo, Editora Abril

O QUE É O TEATRO DOS SENTIDOS:

O Teatro dos Sentidos é uma nova técnica de encenação idealizada especialmente para uma platéia de deficientes visuais ou para um público com olhos vendados. Esta modalidade de teatro é caracterizada pela utilização de textos particularmente adaptados, resultando na máxima estimulação dos sentidos remanescentes (audição, olfato, paladar e tato), suprimindo a visão. O espectador experimenta uma enorme riqueza de sensações e compreende totalmente a história encenada. É teatro para NÃO ser visto, ou para ser “visto” de uma outra maneira. A imagem do que ocorre é fruto da criação interna e pessoal de cada espectador. O que é provocado é o que chamamos de INTRAVISÃO. A fantasia é estimulada pelos outros sentidos. 

O Teatro dos Sentidos é fruto da pesquisa da professora e diretora teatral Paula Wenke (foto à esquerda), que, em 1997, começou a montar estes espetáculos com seus alunos na Casa da Gávea - RJ. Outras características desse tipo de encenação: Personagens narradores são criados para gerar uma comunicação direta com a platéia. Em tempo presente, eles têm a função de descrever o que não pode ser visto, nem adaptado a diálogos. Também estimulam o envolvimento do público provocando suspense, dúvida, emoções. O texto não é decorado, deve ser lido com espontaneidade e com carga interpretativa. Para tanto, é preciso que seja devidamente estudado e ensaiado. A disposição espacial de palco italiano, com atores acima e a frente do público, não faz sentido para o deficiente visual. 

Por esse motivo, a platéia passa a se dispor em grupos de cinco, num grande salão. Os atores circulam entre o público. Apenas esse detalhe da disposição da platéia já provoca a sensação do espectador estar “dentro” da história. Para cada um desses grupos de platéia, destinamos um “Repetidor” que é guiado pelo o que o “Mestre” faz. Estes têm a responsabilidade de provocar sensações de tato, audição, olfato e paladar. O “Mestre” e cada um dos “Repetidores” têm seus equipamentos (kits) próprios para exercerem suas funções. O “Mestre” situa-se numa posição estratégica para ser visto pelos “Repetidores”. Qualquer chamada de atenção do “Mestre” é feita através de gestos. No espetáculo são experimentados sabores, são utilizadas essências que provocam odores, instrumentos musicais cujo timbre e ritmo reforçam os tons dramáticos, uma extensa trilha de efeitos sonoros extraídos de CDs especializados e ainda outras surpresas que tocam literalmente o espectador.

 

Justificativas:
1. Por que a necessidade de um teatro para uma platéia de cegos ou de olhos vendados?
O deficiente auditivo possui o filme legendado para compreender totalmente uma obra de ficção encenada. Já o deficiente visual, não tem as mesmas possibilidades. O cinema e a televisão possuem linguagens fortemente visuais, e as novelas de rádio já não existem mais no Brasil. O teatro, com a técnica de encenação do Teatro dos Sentidos, pode ajudar a reparar essas diferenças contribuindo para a inclusão cultural e social não só do deficiente visual, mas também de portadores de outras deficiências. No sentido metafórico, há por trás dessa atitude artística, a idéia de que se faz teatro, ficção, também para se questionar ou desvendar verdades, para curar possíveis “cegueiras”. Faz-se teatro, principalmente, para fazer uma platéia ver, perceber. Para bem exemplificar, há uma célebre cena de Hamlet onde os reis assistem a um espetáculo teatral e, identificados com as ações dos personagens, atordoam-se ao perceberem as conseqüências de seus atos. Por outro lado, pensando nos que enxergam, vivemos um período da história contemporânea onde as imagens nos são bombardeadas por outdoors, pôsteres, computadores, luminosos, cartazes, publicações impressas em geral, e principalmente pela televisão (tele = distância, o contrário de INTRAVISÃO = visão interior). É preciso descanso para os olhos, é preciso espaço e liberdade para a imaginação que não pode ficar empobrecida. Vivemos uma época onde a imagem impera e o individualismo aumentou a distância entre as pessoas. Haveria alguma correlação? A visão é o único sentido que se dá por reflexão, à distância. O tato, o paladar, o olfato e a audição ou tocam ou penetram. São sentidos que exigem maior proximidade, intimidade. Os valores contidos na estética visual são perigosos e limitadores. Podem priorizar o físico, o superficial, porque só a superfície pode ser literalmente vista. (Não desenvolvemos, ainda, a visão de raio X.)
O Cinema é uma arte cênica moderna, maravilhosa, plena de recursos, que prioriza a imagem, mas o Teatro ainda é o único meio que pode estabelecer um contato tão direto com o ator, a ponto de a platéia poder tocá-lo, sentir os odores que ele sente, tocar o que ele toca, ou mesmo sentir o gosto do que ele come. As lentes cinematográficas ou televisivas nos trouxeram até o close, mas o teatro pode ir além. Portanto, quando se cogita a decadência do teatro causada pelas revoluções tecnológicas, ele se reafirma diante da crise e, graças a ela, suplanta-se por ser justamente uma arte tão viva, efêmera e por isso intensa, com inúmeras possibilidades e surpresas.

2. Por que professores de diversas áreas que já trabalhem com deficientes visuais no elenco?
Porque já conhecem bem este universo da ausência da visão e certamente serão rica fonte de troca de experiências para nós. Os professores também são, em geral, atores por natureza. Com uma oficina para montagem teatral, poderão descobrir que além de serem veículo de informação, também podem ser um forte veículo de emoção e fantasia para um público tão familiar e carente. Pelas experiências que já tivemos os resultados com os professores são surpreendentes. Há um aumento na auto-estima do docente. Eles descobrem novas ferramentas criativas de trabalho, envolvem-se de uma maneira mais lúdica com seus próprios alunos que passam a percebê-los não só como mestres que cobram disciplina e resultados, mas como pessoas que compreendem a necessidade de fantasia e entretenimento dos seus alunos.

3. Por que deficientes no elenco?
Tivemos muita procura de cadeirantes que viram em nosso projeto uma excelente oportunidade para realizarem o sonho de atuar sem serem também personagens deficientes. Já que não serão vistos pela platéia, poderão interpretar cavaleiros, super-heróis, príncipes medievais etc. Para um deficiente visual, atuar no Teatro dos Sentidos também é muito mais simples. Não importa a expressão do seu olhar e nem tanto uma movimentação extremamente precisa. Já os deficientes auditivos e os mudos, para exercerem a função de “Repetidores”, precisam apenas seguir o “Mestre”, que com os seus gestos, sugere as ações provocativas . Da mesma forma que os professores também aumentam sua auto-estima, o mesmo ocorre com os deficientes que experimentam o “palco”. Assim, também nesse caso, esses serão incluídos social e culturalmente.

4. Por que alunos de teatro no elenco?
Porque precisamos contribuir na formação da consciência social de nossos futuros atores e estes poderão muito nos auxiliar com a experiência acumulada em teatro. É uma forma de apontar responsabilidades sociais no ofício de um ator.

5. Por que há algum efeito multiplicador indireto nesse projeto?
Apenas um exemplo para justificar: O professor de Educação Física Vicente L. da Rocha, líder do Clube da Saúde (RJ) - entidade responsável por criar alternativas de saúde para a terceira idade - ouviu em 2002, uma das entrevistas da professora Paula Wenke concedidas na rádio CBN. Logo em seguida, assistiu uma das apresentações do Teatro dos Sentidos. O professor se interessou pelo projeto e efetuou um convite para se realizar uma apresentação no Clube Militar do Rio de Janeiro, para uma platéia de idosos que foram devidamente vendados. Segundo o professor, a idade avançada deteriora as conexões neurais e é preciso haver estímulos que resultem no retardamento desse efeito. O Teatro dos Sentidos seria então uma excelente alternativa para esse propósito. Fizemos as apresentações solicitadas e os resultados foram excelentes. Inspirado pelo projeto, hoje o professor Vicente desenvolve no Instituto Benjamin Constant um trabalho específico de educação física na área de recuperação corporal do deficiente visual. Alguns se desgastam muito fisicamente pela profissão de massoterapeutas dentre outras profissões, ou mesmo por causa do uso contínuo da bengala.

Estratégia de lançamento: Montagem de "Pluft, o fantasminha" nos moldes do Teatro dos Sentidos tem a promessa da cobertura da TV Globo que manifestou grande interesse em realizar matéria através do Sr. Toninho Drumont, diretor da sucursal de Brasília.

Sinopse de Peça:
“A história de Pluft, o fantasminha gira em torno de uma família de fantasmas envolvida com marinheiros em busca de um tesouro. A senhora Fantasma vive com seu filho Pluft em uma casa abandonada, onde foi escondido o tesouro do Capitão Bonança Arco-Íris. Aparece por lá a menina Maribel, raptada por Perna-de-Pau, pirata que está a procura do tesouro há 10 anos. Maribel é neta do Capitão Bonança Arco-Íris e com ela o pirata quer se casar. Pluft vê um ser humano pela primeira vez, quando Maribel surge em sua casa. Ele tem medo de gente. Sua mãe o repreende. Pois quer fazer um “intercâmbio cultural” entre gente e fantasmas. Pluft, conversa com Maribel, Os dois ficam amigos e o fantasminha acaba por virar herói ajudando a menina a libertar-se do pirata.”

Considerações sobre a peça: ...”A peça nos fala do medo que temos de crescer e sair da nossa casa para o mundo e do medo que temos do encontro com o outro”...
..." Pluft se sente frágil para encarar o mundo real (adulto). Ele prefere não acreditar e continuar a viver em seu mundo seguro e conhecido. O desfazer do “ velho” em nossas vidas e a chegada do “novo” nos apavora e nos ameaça como se não tivéssemos recursos para enfrentá-lo. É preciso,então,que a vida nos imponha novas situações. Porque só através da experiência que podemos compreender que já estamos preparados e prontos para o que vier. ”...
Cacá Mourthé

“Esta peça , acredito que tenha nos influenciado em todo processo de criação do Teatro dos Sentidos. Foi a primeira peça que assisti. Ao mergulharmos no mundo do escuro, mergulhamos com coragem no desconhecido. O Pluft herói, aquele que vence o medo, já nos impulsionava. Era preciso abandonar uma “ velha” fórmula de teatro para buscarmos uma nova maneira de nos comunicarmos com o “ outro”. Se não tivéssemos penetrado e experimentado esse universo, não teríamos chegado até o “novo”, até o “outro”.
Paula Wenke

 

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CONHEÇA MAIS SOBRE PAULA WENKE


Paula Wenke (Foto: Arquivo Vitavision)
Paula Wenke


Diretora de teatro, cinema e TV, além de poeta e publicitária. Graduada em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília e é licenciada pelo MEC para formar atores. Estudou em Nova York atuação para câmera no Lee Strasberg Institute e direção teatral no Herbert Berghof Studio.

Criou uma técnica de encenação específica para uma platéia de deficientes visuais ou de olhos vendados, denominada Teatro dos Sentidos; que conta com a participação de todos os outros deficientes no elenco. Voltou em 2004 da França com o convite para participar do Festival de Theatre e Handicapés em Versailes em 2006, e com a menção na próxima edição do mais importante Dicionário de Teatro, escrito pelo doutor francês da Universidade de Paris V, Patrice Pavis. Participou também do maior festival de teatro do mundo com o projeto Teatro dos Sentidos, em 2003 e 2004.

Seguindo essa técnica, escreveu, dirigiu e atuou no espetáculo “Feliz Ano Novo” no Museu da República, RJ em 2002. Adaptou e dirigiu “Pluft, o fantasminha” de Maria Clara Machado, apresentado no Instituto de Cegos de Salvador- BA e no Benjamin Constant no Rio de Janeiro em 2001. Em 2000 adaptou e dirigiu “o Rapto das Cebolinhas”, também de Maria Clara Machado.

 

Acima, Paula Wenke e o elenco da leitura dramatizada da peça Justine Recompensada, dirigida por ela. Da esquerda para a direita Paula Wenke, Alessandra Colasanti, Roberto Athayde (autor da peça),  Mariana Ximenes (atriz de novelas da TV Globo) e João Velho (o Catraca da novela Malhação),

Mariana Ximenes interpretando Justine, na leitura dramatizada da peça Justine Recompensada. Direção de Paula Wenke

Aberrações, comédia teatral apresentada no Teatro dos Grandes Atores (Rio de janeiro) e em outros teatros, com direção de Paula Wenke.

 

Foi coordenadora e participou da idealização do curso de formação profissional de atores do Senac. Desenvolveu trabalhos na Casa da Gávea, Casarão Hermê, Estúdio Eliana Karen, Tablado, Casa de Cultura Laura Alvim e no Centro Cultural da Faculdade Cândido Mendes, como Professora de Teatro. Freqüentou o maior festival internacional de Teatro do mundo, o Festival de Avignon, na França, em 2003 e 2004.

Em 2007 atuou nas Leituras Dramatizadas na Casa da Gávea, Castelinho do Flamengo e Universidade Castelo Branco: “A Grande Visita” ( de Roberto Athayde). Personagem: Peixoca. “A Terrível Vingança de Nadir Ventura” ( de Moisés Liporage e direção da mesma) Personagem: Nadir Ventura. “Psiquê e o Cupido”(de João Pedro Roriz). Personagem: Afrodite. “Juliette Castigada” (de Roberto Athayde). Personagem: Juliette.

Ganhou o prêmio de melhor espetáculo no primeiro Festival Curta Teatro Senac 2002 com o texto “No Elevador” de Moisés Liporage. Roteirizou com o mesmo autor e montou com seus alunos formandos o espetáculo “Aberrações” no Hipódromo Up, RJ. Voltou em cartaz em 2005 com a mesma peça, mascontando também  com um elenco profissional: João Velho, Cristina Fagundes, Ridan Pires e outros. Realizou também duas outras temporadas desta mesma peça no Teatro Café Pequeno e Teatro dos Grandes Atores em 2006.

Preparou o elenco do espetáculo “Na casa dos Vinte” de Bárbara Santos, no teatro dos Quatro em 2002. Roteirizou e dirigiu os espetáculos “ Clipes Clicados do Clímax” e “E o tempo levou (?)” respectivamente em 1997 e 1998 na casa da Gávea, RJ.

Antes de começar a dirigir foi assistente da atriz e diretora Louise Cardoso, no Espetáculo: Três Mulheres e um Nelson no Teatro Museu da República em 1997, e também Bia Junqueira nos espetáculos “Ensaio”, “ A praça” e “Nelson e Nós” no Tablado, Casa da Gávea, Casa de Cultura Laura Alvim em 1996, RJ.

Criou em 2004, onde hoje apresenta, roteiriza e dirige o Movimento Letras Poéticas, um evento poético multimídia que presta a cada edição, uma homenagem (REMIX) a um poeta, fazendo uma releitura de toda a sua obra através das outras artes: Teatro, Performance, Vídeo, Fotografia, Música, Dança e etc. O Movimento ainda apresenta o trabalho de poetas contemporâneos e conclama a platéia a vir ao palco e dizer poesia livremente, numa grande rodada final. Até 2005 o evento esteve no Lounge do Rio Design Center.

Foi uma das Coordenadoras de Produção do Canal Futura e da produtora de Cinema e Vídeo MPC e associados. Realizou mais de oitenta trabalhos em vídeo como free-lancer. Alguns clientes: Telebrás, Anatel, Governo do Distrito Ferderal, Correios, entre outros. Roteirizou e dirigiu os curtas “Brasil do Apagão” com Lucia Alves no elenco; “Prieux pour eux “ rodado em Paris; e “Tudo que é demais é muito”. Esses últimos produzidos em 2004. Foi também assistente de direção de Inácio Coqueiro e Walter Lima Junior. Roteirizou, dirigiu e fez locução de uma série de 10 vídeos-documentários sobre poetas para o Movimento Letras Poéticas. Participou como poetisa das antologias: “Mais” da Gang edições e “Repúblicas dos poetas” da editora do Museu da República. Em 2007 será lançado pela Gang edições seu livro solo “Zoom In - Zoom Out”.

Em Brasília, onde morou de 1981 a 1995, trabalhou como Assessora de Comunicação da Fundação de Assistência ao Estudante, ligada ao MEC e nas Agências de Publicidade Ratto Propaganda e Giovanni Comunicações, na função de RTVC. (Rádio, televisão e Cinema).

Realizou trabalhos voluntários leituras dramatizadas para: as crianças internadas no Hospital São Zacarias, crianças portadoras de HIV na sociedade Viva Cazuza e desabrigados do Abrigo de Madre Tereza de Calcutá em 1998 e 1999. Aulas de teatro no orfanato do instituto Don Orione em Brasília em 1995.

Na Oficina de Atores de TV e Teatro, Paula Wenke dá aulas de Teatro para Iniciantes, Oficinas de Montagem Teatral e Prática de TV, além de dirigir produções da Oficina.